sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Cegueira Branca

Karl Marx disse que “a religião é o ópio da humanidade.” Queria nos mostrar que para vivermos temos que crer em alguma coisa, de tal forma que essa crença se torne um vício. Porém esse vício, como qualquer outro, também tem seus condicionamentos. A partir do momento que crer implica em entrega incondicional, nada mais resta, a não ser a alienação.
Hoje em dia é muito comum ver uma pequena construção, que aparentemente seria uma simples casa, ao ficar pronta tornar-se uma igreja. Hoje há milhares de igrejas genéricas espalhadas a cada metro quadrado como em um surto de uma doença infecciosa. São genéricas como opção do mais barato, no entanto pode ser que a fórmula não funcione como o melhor...O que essas igrejas tem em comum? Um Deus seja qual for à interpretação dogmática que costumeiramente lhe dão.
A ida a igrejas muitas vezes funciona como o uso de um ópio...Entorpece os sentidos, eleva-os espiritualmente...As pessoas se entregam a esse vício como uma espécie de redenção para suas culpas, pecados, medos...Buscam esperança, força, alguma coisa que lhes tire do vazio, da solidão dos dias...Entregam-se incondicionalmente as igrejas, padres e pastores, quando deveriam entregar-se a Deus. Muitas instituições usam a crença em Deus para crescerem, a ambição humana fala mais alto, mais alto que a voz de Deus. Ecoa dentro da igreja, local sagrado, e converte-se em dinheiro no bolso de muitos líderes espirituais.
Muitas pessoas, fiéis, tornam-se cegas em seus pensamentos, muitas vezes alienadas, tornam-se presas fáceis de lobos que usam de artifícios e falácias para iludir e assim emboscar novos cordeiros. Usam a palavra de Deus para obter lucro e vantagens pessoais. É incrível o número de atrocidades que uma instituição religiosa pode fazer com pessoas crentes, tementes a Deus, quando estas verdadeiramente entregam suas vidas nas mãos de falsos profetas, tornando-as alienadas e dependentes de doses ainda maiores das palavras do bom pastor.
A crença em Deus hoje tem uma fórmula simples: Crer e entregar-se de incondicionalmente. Ou seja, entregar-se até que a sua razão esteja totalmente inebriada por palavras que farão de você um títere, um escravo da vontade do outro; aquele que lhe aponta a culpa, a mísera condição humana, que faz de você um alienado, cego de uma cegueira branca, aquela que tudo enxerga, mas nada vê.


;)


G-u-i. & Mônica Z ... A-Verso...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A despedida.

Dizem que só se sente saudades de quem se ama... Será que é verdade... Eu acredito que não, por um simples fato, o amor vive com o ódio, sem um o outro não existe. O amor nasce do ódio e o ódio nasce do amor! Por isso posso facilmente sentir saudades de quem eu amo e de quem eu odeio.
Amar e odiar é tão bom que quando temos que nos despedir disso, de TODOS, as lágrimas caem... caem como a chuva sempre límpidas e claras, sinceras e expontaneas. Não é vergonha, não é tristeza, não é alegria... É A DESPEDIDA. E como toda despedida seja de quem você ama ou de quem você odeia as lágrimas se fazem presentes, o medo de perder nos domina, a saudade bate antes que percebamos... Mas quer saber, meus amigos não troco, não largo, por isso choro, chorarei e chorei, por eles... Por eles faço tudo, tudo só para poder viver ao lado deles, só para vê-los todas as manhas, todas as tardes, uma vez na semana faço tudo para vê-los sempre.

EU AMO VOCÊS!!!



G-u-i.