quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

''Irrelevância''

Lacoste, Ecko, D&G, Armani, Diesel, Adidas, Nike, Puma, Lotto, Givenchy, Kenzo, Carolina Herrera, Lost, Volcom, Colcci, Abusiva, Cantão, Shop126, Oakley, Quiksilver, Rusty, Evoke, Globe, Fossil, Guess, Calvin Klein, Hugo Boss, Dior, Bulova, MCD, Sony, Samsung, Microsoft, Brastemp, Consul, LG, Sony Ericsson, Nokia, Nextel, Motorola...
O que seria tudo isso?? Seriam apenas marcas?? Não... Isso são marcas criadas por nós, mas que se tornam 'nós'. Essas marcas substituem o espaço de outra pessoas, ou seja, criamos algo para viver com a gente, que se tornou maior do q nós mesmos. Vivemos para tê-las, e ao alcançá-las queremos mais... Queremos nos tornar uma delas...
Será que num mundo de desilusões e ignorância as MARCAS prevalecerão? Será que o amor será pequeno, em algumas situações grandes demais até, mas não notada e valorizado, que será esmagado por esse turbilhão de irrelevância?? Será que estamos fadados a enfiar os dedos na boca e nos mastigarmos, até o último fio de cabelo??
Como um perfume, um não, O perfume que oes egípcios dizem ser o melhor do mundo, aquele com 13 notas... Como esse perfume, nós estamos maravilhados, estonteados com a visão de meras marcas, nomes de algumas pessoas (em alguns casos nem isso...), nomes que fazem nossas cabeças e corações, tornando-os negros, obscuros e reclusos, negando todo o amor que existe... É, parece que esse não é mais o mesmo perfume da lenda egípcia...
Estamos mergulhados, e a nossa banheira está transbordando, numa água fétida, que nem mesmo Jean-Baptiste Grenouille com seu olfato extraordinário, farejaria algo de bom, límpído ao nosso redor... Bem-vindo a banheira de irrelevância, chamada Planeta Terra!


;)


G-u-i.

Um comentário:

Mônica Z® Rosa disse...

Guilherme!!!
O tempo da espera foi compensador! Seu texto veio como perfume...
Madeira...cítrico...
Ou como vinho...
Seco, rascante...
Com quantas notas?
Serve nota dez?
Parabéns, Gui!!!