sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Narciso

Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
 
  Narciso ou Ismália? Ismália ou Narciso? Eis a questão. Há mais entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa acreditar! Bem filosófico não acha? Falando em filosofia vamos pensar sobre o Brasil. Brasil com ética? Brasil com honestidade? Ou quem sabe brasil? 
Um território onde o ENEM provoca tamanha confusão mental comparada ao terremoto haitiano, um local ontem a ordem é a desordem. Um lugar onde a vã filosofia de valorização mundial do corpo invade nossas mentes, como ET'S sugadores de idéias úteis. 
 Num espaço que o caos é palavra de ordem, o roubo é o primeiro-ministro e o descaso é chefe de estado. O presidente é o Lula, que tem uma crise de hipertensão, nada além disso, vira notícia de TODOS os meios de comunicação...Enquanto o Lula vai pro hospital, pessoas vão para o cemitério, mortas, sem esperanças, mas principalmente com fome!

Esse é o Brasil, quer dizer brasil.

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...

Um comentário:

Mônica Z® Rosa disse...

Acho que estamos vivendo apaixonados como Narcisos e enlouquecidos como Ismálias.
Hoje o ambiente da casa mais frequentado, sem dúvida não é a cozinha, lugar acolhedor de grandes banquetes; tampouco a sala, onde se recolhiam grandes risadas. Esta está ocupada pela figura amorfa do sofá, que por vezes se confunde com aquele que o ocupa. Junto a este, a figura da televisão sem saber a esta altura quem é que assiste a quem...Já a cozinha está inchada de dieta que de tão diet está morrendo por anorexia social.
O local mais visitado da casa hoje é o banheiro, com seus espelhos sempre muito bem lustrados - reflexo do lago de Narciso...
Abraçamos a vida, e esta já não nos basta. Desejamos a lua do céu, dejamos a lua do mar...É então que decidimos abraçar o mundo...E o mundo nos engole como o lago engoliu a Narciso*...Como o mar engoliu a Ismália...

Que bom que está de volta, Gui!
Bela reflexão!